Braga vence Marítimo
Num dia em que se celebrava o amor, a tarefa dos arsenalistas não foi fácil frente a um Marítimo destemido, a força guerreira e atitude imensa que se viu em campo mantêm o sonho alto e arrastam, cada vez mais, os adeptos. Ontem, foram 30.186 a empurrar uma equipa que acreditou até ao fim na vitória.
Numa noite gélida no Estádio Municipal, os primeiros 45 minutos desenrolaram-se à imagem da temperatura: futebol sem grande inspiração, um Sp. Braga à procura da identidade e um Marítimo que aniquilou as ambições arsenalistas.
A verdade é que o Marítimo veio a Braga com a lição bem estudada e não facilitou a tarefa dos ‘guerreiros’. Num onze com duas caras novas – Olberdam e Diogo Valente e um meio-campo que contou ainda com Hugo Viana e Luís Aguiar, apenas de bola parada o Sp. Braga conseguiu chegar com perigo à baliza de Peçanha. O primeiro sinal foi dado por Luís Aguiar, que cabeceou por cima da baliza e Olberdam, que viu um cabeceamento rasar a trave, em cima do intervalo, novamente de cabeça, atirou à figura do guardião. Mas a melhor ocasião de golo da primeira parte para a equipa madeirense. Um cabeceamento de Robson obrigou Eduardo a brilhar.
O intervalo trouxe maior discernimento e personalidade ao Sp. Braga. Na sequência de um livre de Hugo Viana, Alan falhou o remate, a bola sobrou para Meyong, que cabeceou em cheio para o fundo das redes. Um golo que fez explodir as bancadas. Mas a felicidade durou pouco. Um tiro de Djalma, dez minutos depois, gelou a pedreira e os corações minhotos. E deixou Eduardo pregado ao relvado. Apesar das contrariedades, a atitude e raça guerreira dos arsenalistas fizeram a diferença.
A equipa acreditou até ao fim e mostrou como se faz um líder. Numa jogada que já parecia perdida, Filipe Oliveira insistiu e brilhou em esforço ao cruzar para a área, onde Luís Aguiar atirou sem hipótese de defesa para Peçanha. Um grande golo a premiar a determinação e crença de uma equipa embalada na luta pela liderança da Liga.
Fonte: Correio do Minho





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